sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A violência contra a comunidade do Pinheirinho





Foto de Laura Aidar
http://fotolauraaidar.blogspot.com/2012/02/pinheirinho.html

Um mês depois

O despejo do bairro do Pinheirinho em São José dos Campos está fazendo um mês. É um episódio que mistura especulação imobiliária urbana, trapaças judiciais comandadas por juízes inescrupulosos a serviço do mega vigarista Nagi Nahas, cumplicidade do governador paulista Geraldo Alkmim e do prefeito da cidade, Eduardo Cury –ambos do PSDB- e uma ação policial raivosa e violenta que não poupou ninguém, nem os cães de muitas famílias, mortos a tiros. 

Passado um mês desse episódio que envergonha São Paulo e todo o país, as violências cometidas contra os ex-moradores do Pinheirinho não terminaram. Milhares de pessoas, incluindo muitos idosos, crianças e pessoas gravemente enfermas, continuam a ser massacradas diariamente em abrigos infames e promíscuos, onde falta de tudo, a começar pelo respeito aos Direitos Fundamentais. Essa bela e pomposa expressão não quer dizer coisa alguma para gente como esse incrível Geraldo Alkmim, se ela tiver que ser aplicada ao povo trabalhador de São Paulo e particularmente aos que habitavam o Pinheirinho.

Em São José dos Campos não foi removido apenas um bairro popular. Tudo foi removido e demolido ali! A começar pelos “Direitos”, ainda que básicos e fundamentais. Tivéssemos um judiciário sério e corajoso, o governador de São Paulo e o prefeito de São José dos Campos já estariam respondendo a mais de um processo. Mas o judiciário sequer pediu explicações aos seus funcionários, os juízes que trapacearam descaradamente, passando por cima da lei e atropelando decisões anteriores sobre a tal “reintegração de posse”.

O governo federal tem sua parcela de responsabilidade nessa história. Agiu tardiamente e quando agiu foi de forma frouxa. Uma semana depois das violências contra os moradores do Pinheirinho circularam notícias de que o governo federal iria agir com rigor e eficência no caso. Até agora nada fez. Mas deveria fazer. 

A remoção do Pinheirinho foi uma afronta às bases da política habitacional criadas no governo do ex-presidente Lula, impulsionadas por dois importantes programas –o “Programa Nacional de Regularização Fundiária” e o “Minha Casa, Minha Vida”. Estaria o governador Alkmim tentando desmoralizar e desmontar em São Paulo os programas federais? Não sei. Mas é um fato que o despejo do Pinheirinho politicamente significa um enorme retrocesso no pouco que se conseguiu avançar nos últimos anos em matéria de política habitacional.

O bairro do Pinheirinho só precisava das ações de regularização fundiária, pois seus moradores já tinham casas e tinham vidas.

As casas não existem mais. As vidas permanecem, mas o futuro é incerto. É como diz uma senhora no vídeo abaixo: 

“-Tô que nem um passarinho...”

Pinheirinho: Somos Todos

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Praças pelo mundo afora despertaram. Milhões de pessoas cansadas de autoritarismo, de democracias voltadas para os ricos, da farra do capital financeiro.
Há 500 anos, o Brasil é um país saqueado por políticos corruptos, ruralistas e empreiteiros gananciosos. O governo brasileiro segue dominado pela mesma elite que levou nosso país a um dos primeiros lugares em desigualdade social.

Temos muita coisa para mudar!

Precisamos construir uma nova forma de fazer política, queremos decidir os rumos em assembleias livres, amplas e democráticas. Queremos levar o debate a todas as praças do país.
Somos contra a política suja das negociatas, de um sistema que concentra o poder nas mãos de uma minoria que não nos representa, corruptos cuja dignidade está a serviço do sistema financeiro; queremos uma Democracia Real com participação do povo nas decisões fundamentais do país, muito além das eleições, essa falsa democracia convocada a cada quatro anos.

Transparência!

Não somos palhaços. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 do jeito como estão sendo organizados servem apenas para os interesses dos ricos e de seus governantes. Estamos vendo uma verdadeira “faxina social” em nosso país, com a remoção de milhares de famílias das regiões onde serão os megaeventos esportivos. Os benefícios atingiram uma pequena parte da população. O sigilo do orçamento das obras da Copa, a flexibilização das licitações e a postura submissa do Brasil à Fifa e à CBF são um banquete farto aos corruptos.

Quem disse que queremos crescer assim?

Queremos um Brasil ecologicamente sustentável. Atualmente a política de desenvolvimento da matriz energética segue a devastação do meio-ambiente e do desrespeito aos povos originários, como a construção de Belo Monte, um atentado aos povos do Xingu. Não concordamos com o caminho que o governo federal está propondo – que prevê a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030 – no desenvolvimento de uma energia cara e não segura: Enquanto o Brasil segue com as usinas nucleares de Angra dos Reis, mesmo após a calamidade nuclear de Fukushima, há pouco incentivo às novas tecnologias energéticas sustentáveis, como a solar, eólica, de marés, para as quais o país possui enormes potenciais.

Equilibrado e para todos.

O agronegócio segue como um risco ao futuro. O desmatamento desenfreado, anistiado e estimulado pelo novo Código Florestal, segue transformando o Brasil numa grande fazenda de soja. Não há uma política séria de reforma agrária, de soberania alimentar e de preservação do meio-ambiente. Segue a destruição da Amazônia, o uso abusivo de agrotóxicos e a propriedade da terra cada vez mais concentrada.

Educar ou manipular?

Estamos fartos de que os meios de comunicação, que deveriam servir a população como ferramenta de educação, informação e entretenimento, sejam usados como armas de manipulação de massas, trabalhando para os mesmos políticos corruptos que deflagram o país em benefício próprio.

Vamos colorir as praças com diversidade!

Ainda sofremos discriminação pela cor da nossa pele, por nosso sexo ou orientação sexual, por nossa nacionalidade, por nossa condição econômica. Queremos colorir as praças brasileiras com a diversidade do nosso país, que precisa ser livre, digno e para todos. Devemos ocupar, resistir e produzir decisões e encaminhamentos democráticos, onde a colaboração esmague a competição e a socialização destrua a capitalização. Não temos a ilusão de resolver todos os problemas em poucos dias, semanas, meses. Mas teremos dado o primeiro passo.
Chegou o momento em que todas as nações, todas as pessoas se unem e tomam as ruas para dizer: Basta! É hora de assumir a nossa responsabilidade e o nosso direito a uma vida livre e justa. 22 de outubro: cinelandia.



Extraído de http://ocupario.intergalactico.org/ 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Você confia nesses caras?



                                                                               Berlusconi, Sarkozy, Medvedev, Obama, Ban Kin-Moon e Kadhafi



www.humorpolitico.com.br

terça-feira, 18 de outubro de 2011

#AcampaSampa

Noel, que já nasceu acampado numa folha de papel e é o consultor-geral do Blog, apoia incondicionalmente o AcampaSampa. 
Na verdade ele quer mais. 
Quer o AcampaMundo!

Acompanhe ao vivo, direto do Vale do Anhagabaú


Watch live streaming video from anonymousbr at livesstream
http://15osp.org/

sexta-feira, 25 de março de 2011

Magda Olivero: 101 anos!


 

Há exatamente um ano postei matéria sobre os 100 anos de uma das maiores e mais importantes cantoras líricas de toda a história da ópera -Magda Olivero. Em http://brutalitessen.blogspot.com/search/label/Magda%20Olivero. E é muito melhor comemorar centenários quando o personagem está vivo, lúcido e com saúde. Pois Magda vai seguindo em frente sem fazer contas e sem dar muita bola para o tempo, com quem ela seguramente tem algum acordo secreto. 

Existem muitas cantoras cultuadas por operômanos de todos os gostos e gerações, mas apenas Magda Olivero (nascida Maria Maddalena em 25 de março de 1910) pode ostentar o título de cantora "cult", se é que existe isso em ópera. Seu estilo de "recitar cantando" -destacando o texto e a interpreteção, respeitando e até valorizando a partitura- fez de Magda uma cantora única na cena lírica e uma das maiores senão a maior intérprete do repertório verista.
Hoje seu dia está sendo cheio. Tem compromissos em programas da TV italiana e está sendo lembrada e homenageada em todo o mundo. Aqueles que, como eu, tiveram a oportunidade de vê-la cantar e sentiram sua fortíssima presença em cena podem se considerar privilegiados. Aos que se interessam por ópera, sobretudo os mais jovens, sugiro que conheçam melhor a arte dessa cantora sensacional.

Magda Olivero - "L'altra notte in fondo al mare", do Mefistofele, de Arrigo Boito.
Vídeo de 1976.


"Spunta l'aurora palida". Sequência do vídeo anterior, com o tenor Giuseppe Campora e baixo Jerome Hines.